Por Nailson Junior
''Limpeza'' do centro?
16 de abril de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo
Depois da desastrada reforma do sistema de albergues, que vem reduzindo as vagas disponíveis para moradores de rua e causou espanto por sua insensibilidade no trato de uma questão particularmente delicada, tendo em vista seus aspectos sociais e humanos, a Prefeitura da capital acaba de tomar uma segunda medida igualmente infeliz em relação a essa população desamparada. Portaria publicada no dia 1.º de abril regulamenta os procedimentos a serem observados pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) no trato com os moradores de rua, cabendo-lhe "contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas". Isto deverá ser feito por meio da "abordagem e encaminhamento das pessoas, observando as orientações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social".
Isto quer dizer, como explica Bruno Paes Manso em reportagem publicada no Estado de quarta-feira, que os guardas poderão incomodar os moradores de rua, para levá-los a deixar essa condição. Uma das formas de fazer isso é o chamado "toque de despertar". Em vários locais do centro da cidade - como a Praça da Sé e em frente à Bolsa de Valores -, os guardas estão acordando diariamente os que dormem deitados nas calçadas. Eles podem ficar ali, desde que sentados.
Por trás dessa maldade à primeira vista pequena - mas que na verdade é uma revoltante forma de sadismo, por serem as suas vítimas quem são - está uma mudança profunda na maneira de a Prefeitura tratar o problema dos moradores de rua. Na região central, serviços públicos e instituições religiosas proporcionam alimentação, banho e até oficinas de capacitação a essa população, o que constituiria um incentivo para que ela se acomodasse. A ação da GCM seria uma maneira de forçá-la a sair da condição atual.
Isto é confirmado por um inspetor da GCM ouvido pela reportagem, que preferiu por razões compreensíveis manter o anonimato. O próprio secretário de Segurança Urbana, Edson Ortega, admite isso indiretamente, ao concordar que o "incômodo" causado àquela população tende a estimulá-la a deixar a rua. Segundo ele, os moradores de rua estão procurando cada vez mais os serviços sociais oferecidos pela Prefeitura. Ora, se esses serviços são tão bons, seus beneficiários não precisam ser empurrados para eles por meio dos tais "incômodos".
Diz o secretário que os responsáveis por essa nova política não estão inventando a roda, pois "os países mais desenvolvidos seguiram essa linha". Ele não está bem informado. Em Paris, como mostra a reportagem, várias ONGs doaram, em 2006, 500 barracas vermelhas para os sem-teto pernoitarem perto dos pontos turísticos da cidade e, assim, chamar a atenção do poder público para o seu problema. O que fez o governo francês? Em vez de mandar a polícia "incomodar" os sem-teto, para incentivá-los a mudar de vida, decidiu investir 7 milhões na construção de moradias para eles.
Algo semelhante deveria fazer a Prefeitura paulistana. Até porque existe toda uma estrutura montada para socorrer essa população. Entre 2002 e 2009, os recursos disponíveis para isso passaram de R$ 201,6 milhões para R$ 615,8 milhões. Um contingente de 452 agentes de proteção social, com o apoio de 40 Kombis, está apto a dar assistência aos moradores de rua e encaminhá-los aos albergues.
A nova política do "incômodo", do "toque de despertar", veio se juntar à reforma do sistema de albergues, que, com o fechamento de dois deles, já reduziu suas vagas de 8 mil para 7.300, justamente quando estudo promovido pela própria Prefeitura indica que o número de sem-teto está aumentando. Essas duas medidas parecem dar razão, infelizmente, aos que vêm acusando a Prefeitura de querer "limpar" o centro. Ou ela dá logo alguma explicação para atitudes marcadas por uma insensibilidade que beira o inacreditável ou não haverá como contestar tal acusação.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100416/not_imp539044,0.php
* 09/08/2009 - 05:49:46 - Atualizado em 09/08/2009 - 05:49:46
Lei que pune a vadiagem causa polêmica em Assis (SP)
09/08/2009
A aplicação da lei que pune a vadiagem na cidade de Assis, no interior paulista, está causando polêmica entre os moradores. Alguns defendem a ação, enquanto outros reforçam que é preciso ter critério ao abordar as pessoas e oferecer emprego aos desocupados.
Em abril deste ano, 20 mil pessoas participaram de uma manifestação cobrando das autoridades medidas mais eficazes para garantir a segurança no município. O resultado foi a troca de todo o comando das polícias Militar e Civil e a implantação do Programa Tolerância Zero.
A dona de casa Maria Aparecida de Moraes, de 53 anos, disse apoiar a lei porque a cidade está um caos por causa da criminalidade. Para ela, muitas pessoas que ficam nas ruas realmente estão procurando emprego, mas outras são desocupadas e até planejam crimes.
“Outro dia quase roubaram um cordão de ouro do meu pescoço. Só não conseguiram porque eu percebi antes. Então, eu aprovo a lei porque muitas pessoas são de bem. Pelo menos os que são bandidos vão diminuir porque vão ficar com medo de ser presos." Ela mora na cidade há 30 anos e disse que nunca viu a situação tão ruim como atualmente. “A situação piorou depois que construíram o presídio aqui."
Outra dona de casa, Marilene de Almeida e José, de 59 anos, concorda e diz aprovar a lei porque tem visto muitas pessoas serem vítimas de roubos enquanto andam pela rua. Ela atribui o aumento da criminalidade na cidade à falta de emprego e oportunidades para as pessoas. “Tem que ter lei, mas tem que ter trabalho para as pessoas. Se não há trabalho, eles vão roubar mesmo. E serviço em Assis está muito difícil”, afirmou.
A gerente de um restaurante da cidade, Ana Rita Spessoto, de 39 anos, disse que é ótimo que tirem da rua todas as pessoas que estão “à toa”, mas considera errada a aplicação da lei porque pessoas de bem, que não trabalham, podem ser confundidas com vadios. “E se ela não precisa trabalhar, tem um bonde de dinheiro e está passeando na rua, não tem carteira de trabalho ainda? A polícia vai fichar essa pessoa só por isso? Eu acho errado. Não é todo mundo na rua que precisa trabalhar." Para ela, é preciso encontrar uma maneira de diferenciar as pessoas antes de aplicar a lei.
Uma comerciante de 34 anos, que não quis divulgar o nome, avaliou que há pessoas que trabalham por conta própria ou sem registro e não têm como comprovar. Por isso, ela disse que é preciso cuidado para não cometer injustiças. Entretanto, destacou que a criminalidade em Assis está muito alta e é preciso uma atitude drástica da polícia. “É complicado porque de repente a pessoa está só andando na rua e logo depois está na delegacia sendo fichada. E tem também o lado da polícia que não está conseguindo distinguir as pessoas boas das ruins."
O proprietário de uma padaria da cidade, que também não quis seu nome publicado, ressaltou que há algum tempo tem percebido o aumento da violência e criminalidade em Assis, que tem menos de 100 mil habitantes. Para ele, o programa Tolerância Zero das polícias Militar e Civil está sendo positivo para conter essa onda de crimes.
“Em um mês já melhorou muito. Foi a melhor coisa que fizeram. A aplicação da lei da vadiagem é uma coisa boa, mas é preciso dar oportunidade para as pessoas, porque emprego está difícil hoje em dia. É complicado porque também tem muita gente que não quer trabalhar. Essa ação da polícia vai tirar as turminhas da rua. Muitas já não estão ficando na rua como antes, porque já ficam com mais receio. Isso está funcionando bem aqui”, disse.
Fonte: http://www.mundomulher.com.br/?pg=17&sec=37&sub=52&idtexto=8124&keys=Lei+que+pune+a+vadiagem+causa+polemica+em+Assis+%28SP%29++
Considerações:
No livro Moradores de rua: uma questão social? está muito bem explicado a questão do primeiro texto, sobre uma pesquisa realizada entre policiais brasileiros e franceses diz(Giorgetti,2006, p. 124.)," é interessante notar que eles constituem a única categoria que confessou sentir uma certa indiferença em relação aos moradores de rua".
Para pensadora paulista, a indiferença é causa do higienismo, contudo entre os policiais brasileiros a violencia também serviu como estopim para que policiais tivesse praticas higienistas.
o higiesnismo absoluto esta relacionado com o exercicio da violência na hora da retirada do morador de rua do espaço público. Hoje em dia, é feio para o Estado se comportar dessa maneira, no entanto, o discurso do ficar sentado para descaracterizar contravenção passou dos limites da dignidade humana.
Ao nosso olhar, trata-se de higienismo absoluto, com palavras você pode ferir mais do que com uma arma.
São Paulo não é a unica capital a ter no ente municipal postura descrita, embora, possamos perceber que o problema não é resolvido desta forma, visto que varias são as falas nas reportagens a respeito de oportunidade de trabalho, solidariedade, no entanto, o Estado não fala bem de quem ajuda moradores de rua e ainda quer resolver o problema burocraticamente.
Francamente, quem vive o problema tem outra percepção.
Bem, deixo desabafo e texto para reflexão em todas as cidades brasileiras.
20 de abril de 2010
14 de março de 2010
SOPÃO SOLIDARIEDADE - LIÇÃO DE CIDADANIA
João Pessoa, 13 de março de 2010.
UMA DIVÍDA COM A CIDADANIA
Hoje peguei a bicicleta e fui ao encontro do homem da sopa de João Pessoa, escolhi dia e momento apropriado para fazer um cicloturismo.
A entrevista com Antônio Petrônio de Souza, 44 anos, autônomo, conhecido popularmente como Toinho do Bolo ou Toinho do Sopão da Solidariedade se passa ao lado do antigo Cinema Municipal,para quem não mora aqui, é perto da Lagoa.
Ele é fundador do Grupo de Voluntários Sopão da Solidariedade com o nome do Projeto Sono sem Fome, funcionando desde julho de 2001. Esse Projeto tem como objetivo alimentar as pessoas moradores de rua e quem tem baixa renda. "Atendendo a todos, independente da raça, credo e denominação política".O Sono Sem Fome não visa fins lucrativos e nem tem caráter político, o Projeto Sono sem Fome surge mesmo antes do homem político Toinho do Bolo. Com as palavras dele:
"os que podem, chegam e tomam um copo de sopa e contribuem com 25 centavos, os que não podem contribuir tomam também sopa até saciar sua fome, podendo repetir quantas vezes quiser".
Agenciapb: Como tudo começou?
Toinho do Bolo: Uma divida de favor, ao chegar da cidade de Piancó, minha irmã era empregada doméstica na casa de um dentista no bairro dos Estados, minha família pediu hospitalidade na casa do Doutor Valdir e Doutora Alcira durante 16 dias, nesse período, a família do doutor Valdir nos alimentou, deu comida e dormida para nossa família de 5 pessoas, tudo isso com a famosa e característica hospitalidade pessoense.
Foi nesse período que eu aprendi o sentimento da solidariedade, e prometi a mim mesmo que um dia eu pagaria da mesma forma, ou seja , fazendo bem sem olhar a quem.
Agenciapb: Como surgiu o Sopão da Solidariedade?
Toinho do Bolo:surgiu ,da seguinte forma,após 17 anos da casa do Doutor Valdir , assisti uma reportagem na TV sobre a fome no nosso país, a reportagem me sensibilizou.
Agenciapb: O intervalo entre assistir a reportagem para criar o Sono sem Fome, como foi?
Toinho do Bolo:nesse período vendia bolo a quatro reais e cinqüenta centavos e o pessoal me dava cinqüenta centavos para sopa, então com esse dinheiro, eu montei o primeiro carrinho de sopa com capacidade de apenas 80 litros.
Agenciapb: quem lhe ajudou?
Toinho do Bolo: os comerciantes locais, comerciários, e os transeuntes.
Agenciapb: Fale um pouco do desenvolvimento dos carrinhos da entrega da sopa?
Toinho do Bolo: A demanda cresceu o número de pessoas aumentou muito , então, foi necessário fazer o segundo carrinho, com capacidade para 460 litros de sopa, um ano depois da feitura do primeiro carrinho. Hoje, são dois carrinhos de com capacidade 230 litros cada um.
Agenciapb: Como você faz para manter a continuidade desse Projeto, durante todo esse tempo?
Toinho do Bolo: Bem, ao perceber que as pessoas assistidas não tinham condição de ajudar, me disponibilizo de um serviço de som, fico com o microfone convidando as pessoas a participarem deste projeto, desta forma as pessoas vão contribuindo como podem.
Agenciapb: quantas pessoas são envolvidas para fazer a sopa?
Toinho do Bolo: 5 pessoas, sendo que 4 são remuneradas, me excluo dessa remuneração. Dedico-me por 4 horas de trabalho voluntariado por dia nesse projeto.O cozinheiro, o entregador da sopa, e duas voluntárias que pedem as contribuições são pagas com a contribuição arrecadada.
Agenciapb: Toinho , não tem como essas pessoas que compõem a sua equipe tornarem-se voluntárias, ou seja trabalhar sem remuneração?
Toinho do Bolo: não
Agenciapb: Por quê?
Toinho do Bolo: Motivo, a nossa obra funciona todos os dias úteis, de segunda à sexta, portanto, não tem como arranjar voluntários todos os dias. Por isso, é necessário pagar uma equipe para dar continuidade na obra.
Agenciapb: Quais são teus planos para o futuro do Sono sem Fome?
Toinho do Bolo: Bem, tenho um sonho não apenas doar 1000 pratos de sopa por dia mas também gostaria de doar o pão, porém nunca uma padaria se prontificou de ajudar.
Agenciapb: Quais são as verdadeiras dificuldades de se manter um Projeto como este?
Toinho do Bolo: São muitas, período de chuva a arrecadação do dinheiro cai bruscamente além de grupos religiosos e políticos locais não ajudarem.
Agenciapb: Quantas pessoas você ajuda em média por dia?
Toinho do Bolo: Varia muito, pois, não depende de mim e sim do que eu arrecado. Veja bem, quando arrecado muito são mil pratos por dia , quando arrecado médio são 750 pratos por dia , quando arrecado pouco são 500 pratos por dia, ao custo de trinta e três centavos cada prato. Dando uma média de 600 a 700 pessoas atendidas por dia.
Agenciapb: Qual faixa etária você mais atende?
Toinho do Bolo: mais adultos
Agenciapb: Quem quer ser voluntário da sua equipe , como proceder?
Toinho do Bolo: Tem que ligar para o meu número de celular: 83-8862-4835 ou vir ao meu endereço na rua pastor Antônio Petronilo dos Santos, 55, Centro ou ainda no local de distribuição no Parque Sólon de Lucena ao lado da Loja Esplanada. (na Lagoa)
Pois bem, imensa satisfação primeiro em conhecer Sono sem Fome, emoção semelhante quando conheci pessoal Turma da Sopa de São Paulo e depois por conhecer um Projeto que tem relação com meu tema de Mestrado, sem falar no valor da amizade que gera a força da solidariedade.
Bom conhecer pessoas que tem fibra para ajudar outras.
Ajude você também! Os contatos estão aí.
Fiquem com Deus e até a próxima...
Sempre lembrando, se beber não dirija!!
Nailson Júnior, 40 anos, Músico.
nailsonjr@yahoo.com.br
FONTE: www.agenciapb.com.br
UMA DIVÍDA COM A CIDADANIA
Hoje peguei a bicicleta e fui ao encontro do homem da sopa de João Pessoa, escolhi dia e momento apropriado para fazer um cicloturismo.
A entrevista com Antônio Petrônio de Souza, 44 anos, autônomo, conhecido popularmente como Toinho do Bolo ou Toinho do Sopão da Solidariedade se passa ao lado do antigo Cinema Municipal,para quem não mora aqui, é perto da Lagoa.
Ele é fundador do Grupo de Voluntários Sopão da Solidariedade com o nome do Projeto Sono sem Fome, funcionando desde julho de 2001. Esse Projeto tem como objetivo alimentar as pessoas moradores de rua e quem tem baixa renda. "Atendendo a todos, independente da raça, credo e denominação política".O Sono Sem Fome não visa fins lucrativos e nem tem caráter político, o Projeto Sono sem Fome surge mesmo antes do homem político Toinho do Bolo. Com as palavras dele:
"os que podem, chegam e tomam um copo de sopa e contribuem com 25 centavos, os que não podem contribuir tomam também sopa até saciar sua fome, podendo repetir quantas vezes quiser".
Agenciapb: Como tudo começou?
Toinho do Bolo: Uma divida de favor, ao chegar da cidade de Piancó, minha irmã era empregada doméstica na casa de um dentista no bairro dos Estados, minha família pediu hospitalidade na casa do Doutor Valdir e Doutora Alcira durante 16 dias, nesse período, a família do doutor Valdir nos alimentou, deu comida e dormida para nossa família de 5 pessoas, tudo isso com a famosa e característica hospitalidade pessoense.
Foi nesse período que eu aprendi o sentimento da solidariedade, e prometi a mim mesmo que um dia eu pagaria da mesma forma, ou seja , fazendo bem sem olhar a quem.
Agenciapb: Como surgiu o Sopão da Solidariedade?
Toinho do Bolo:surgiu ,da seguinte forma,após 17 anos da casa do Doutor Valdir , assisti uma reportagem na TV sobre a fome no nosso país, a reportagem me sensibilizou.
Agenciapb: O intervalo entre assistir a reportagem para criar o Sono sem Fome, como foi?
Toinho do Bolo:nesse período vendia bolo a quatro reais e cinqüenta centavos e o pessoal me dava cinqüenta centavos para sopa, então com esse dinheiro, eu montei o primeiro carrinho de sopa com capacidade de apenas 80 litros.
Agenciapb: quem lhe ajudou?
Toinho do Bolo: os comerciantes locais, comerciários, e os transeuntes.
Agenciapb: Fale um pouco do desenvolvimento dos carrinhos da entrega da sopa?
Toinho do Bolo: A demanda cresceu o número de pessoas aumentou muito , então, foi necessário fazer o segundo carrinho, com capacidade para 460 litros de sopa, um ano depois da feitura do primeiro carrinho. Hoje, são dois carrinhos de com capacidade 230 litros cada um.
Agenciapb: Como você faz para manter a continuidade desse Projeto, durante todo esse tempo?
Toinho do Bolo: Bem, ao perceber que as pessoas assistidas não tinham condição de ajudar, me disponibilizo de um serviço de som, fico com o microfone convidando as pessoas a participarem deste projeto, desta forma as pessoas vão contribuindo como podem.
Agenciapb: quantas pessoas são envolvidas para fazer a sopa?
Toinho do Bolo: 5 pessoas, sendo que 4 são remuneradas, me excluo dessa remuneração. Dedico-me por 4 horas de trabalho voluntariado por dia nesse projeto.O cozinheiro, o entregador da sopa, e duas voluntárias que pedem as contribuições são pagas com a contribuição arrecadada.
Agenciapb: Toinho , não tem como essas pessoas que compõem a sua equipe tornarem-se voluntárias, ou seja trabalhar sem remuneração?
Toinho do Bolo: não
Agenciapb: Por quê?
Toinho do Bolo: Motivo, a nossa obra funciona todos os dias úteis, de segunda à sexta, portanto, não tem como arranjar voluntários todos os dias. Por isso, é necessário pagar uma equipe para dar continuidade na obra.
Agenciapb: Quais são teus planos para o futuro do Sono sem Fome?
Toinho do Bolo: Bem, tenho um sonho não apenas doar 1000 pratos de sopa por dia mas também gostaria de doar o pão, porém nunca uma padaria se prontificou de ajudar.
Agenciapb: Quais são as verdadeiras dificuldades de se manter um Projeto como este?
Toinho do Bolo: São muitas, período de chuva a arrecadação do dinheiro cai bruscamente além de grupos religiosos e políticos locais não ajudarem.
Agenciapb: Quantas pessoas você ajuda em média por dia?
Toinho do Bolo: Varia muito, pois, não depende de mim e sim do que eu arrecado. Veja bem, quando arrecado muito são mil pratos por dia , quando arrecado médio são 750 pratos por dia , quando arrecado pouco são 500 pratos por dia, ao custo de trinta e três centavos cada prato. Dando uma média de 600 a 700 pessoas atendidas por dia.
Agenciapb: Qual faixa etária você mais atende?
Toinho do Bolo: mais adultos
Agenciapb: Quem quer ser voluntário da sua equipe , como proceder?
Toinho do Bolo: Tem que ligar para o meu número de celular: 83-8862-4835 ou vir ao meu endereço na rua pastor Antônio Petronilo dos Santos, 55, Centro ou ainda no local de distribuição no Parque Sólon de Lucena ao lado da Loja Esplanada. (na Lagoa)
Pois bem, imensa satisfação primeiro em conhecer Sono sem Fome, emoção semelhante quando conheci pessoal Turma da Sopa de São Paulo e depois por conhecer um Projeto que tem relação com meu tema de Mestrado, sem falar no valor da amizade que gera a força da solidariedade.
Bom conhecer pessoas que tem fibra para ajudar outras.
Ajude você também! Os contatos estão aí.
Fiquem com Deus e até a próxima...
Sempre lembrando, se beber não dirija!!
Nailson Júnior, 40 anos, Músico.
nailsonjr@yahoo.com.br
FONTE: www.agenciapb.com.br
4 de março de 2010
"Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens".
Josué de Castro é uma destas figuras marcantes de cientista que teve uma profunda influência na vida nacional e grande projeção internacional nos anos que decorreram entre 1930 e 1973. Ele dedicou o melhor de seu tempo e de seu talento para chamar a atenção para o problema da fome e da miséria que assolavam e que, infelizmente ainda assolam, o mundo.
Nascido no Recife e graduado em medicina pela Universidade do Brasil em 1929, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, logo nos primeiros anos de formado, entendeu que “a fome” estava presente na vida de grande parte da população brasileira.
Crítico das especializações, seu trabalho científico foi marcado pela multidisciplinaridade. E a fome foi sua principal e corajosa escolha. Mas além da fome, também estudou questões de interesse global que lhe são relacionadas, como o meio ambiente, o subdesenvolvimento e a paz.
A apropriação injusta e ilegal da generosidade e abundância dos recursos da natureza, é, segundo Josué, responsável pelo subdesenvolvimento, gerador de miséria e a fome. A paz dependeria, fundamentalmente, do desarmamento aliado a um equilíbrio econômico do mundo, a partir de uma distribuição da riqueza visando o verdadeiro desenvolvimento a ser buscado, o humano.
Foi um cientista incansável e, na metade do século passado, contrariando o pensamento então dominante, empreendeu trabalho científico que desnaturalizava a fome.
Ao escrever, em 1946, o festejado livro “Geografia da Fome” afirmava que a fome não era um problema natural, isto é, não dependia nem era resultado dos fatos da natureza, ao contrário, era fruto de ações dos homens, de suas opções, da condução econômica que davam a seus paises.
Nas obras científicas que se seguiram, Josué ampliou suas convicções e aprimorou seus conceitos, visando sempre a inclusão social. Compreendeu que era imprescindível aumentar a renda do trabalhador, e foi um dos precursores na defesa do salário mínimo. Sabia dos males que a nutrição deficiente, nas crianças, poderia acarretar, e ajudou a formular a política de merenda escolar, iniciativa que ainda hoje atende a expressivo número de estudantes em nosso País. Na agricultura familiar, tinha certeza, estaria a melhor forma de fixar o homem no campo e possibilitar sua alimentação. Assim, combateu o latifúndio e defendeu a reforma agrária. Recebeu o Prêmio Internacional da Paz e indicações para receber o Prêmio Nobel da Paz . Percebeu, prematuramente, as agressões que sofria o meio ambiente e colocou-se como um combatente ecológico, em tempos em que até a expressão ainda era novidade.
Após uma longa carreira de êxitos científicos, Josué de Castro teve seus direitos políticos cassados pelo regime militar que dominou o País a partir de 1964. Exilou-se em Paris onde passou a lecionar na Sorbonne., e onde morreu em 1973, sem ter voltado vivo ao seu País. morreu sem mesmo ter recebido oficialmente e nominalmente anistia . O cidadão do mundo Josué de Castro não viveu para ver restabelecida sua condição de cidadão brasileiro. Foi um profeta, um homem a frente de seu tempo.
Entendia que o desequilíbrio, provocado pela desigualdade econômica, poderia ocasionar mais estragos para a humanidade do que as diferenças ideológicas. “O que divide os homens não são as coisas, são as idéias de que eles têm das coisas, e as idéias dos ricos são bem diferentes das idéias dos pobres”, pregava, com surpreendente clareza, para os tempos da guerra fria.
Foi, ainda, capaz de prever a ampliação da chamada globalização, na qual a vida econômica é comandada pelas empresas, representando os Estados que são meros executores da política territorial e econômica das mesmas. Processo que aumenta a concentração geográfica e acentua as diferenças regionais, contrariando o desenvolvimento humano.
Entretanto, a modernidade e a globalização que Josué previu e desejou seria aquela em que a tecnologia mais avançada seria utilizada para melhor distribuir a riqueza, quer do ponto de vista geográfico, quer do econômico, e trazer uma era de bem-estar e de verdadeiro progresso para a humanidade.
O ano de 2008 assinala o centenário de nascimento de Josué de Castro. Um brasileiro cuja trajetória de vida merece ser lembrada. Médico, escritor, político, professor, cientista social, um homem de múltiplos saberes e de ações que sempre visavam atender os anseios dos mais pobres, especialmente daqueles que enfrentavam o problema da fome e suas conseqüências.
Anna Maria de Castro
Professora titular da UFRJ
Doutora em Sociologia Aplicada
(filha de Josué de Castro)
Fonte: http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html
Nascido no Recife e graduado em medicina pela Universidade do Brasil em 1929, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, logo nos primeiros anos de formado, entendeu que “a fome” estava presente na vida de grande parte da população brasileira.
Crítico das especializações, seu trabalho científico foi marcado pela multidisciplinaridade. E a fome foi sua principal e corajosa escolha. Mas além da fome, também estudou questões de interesse global que lhe são relacionadas, como o meio ambiente, o subdesenvolvimento e a paz.
A apropriação injusta e ilegal da generosidade e abundância dos recursos da natureza, é, segundo Josué, responsável pelo subdesenvolvimento, gerador de miséria e a fome. A paz dependeria, fundamentalmente, do desarmamento aliado a um equilíbrio econômico do mundo, a partir de uma distribuição da riqueza visando o verdadeiro desenvolvimento a ser buscado, o humano.
Foi um cientista incansável e, na metade do século passado, contrariando o pensamento então dominante, empreendeu trabalho científico que desnaturalizava a fome.
Ao escrever, em 1946, o festejado livro “Geografia da Fome” afirmava que a fome não era um problema natural, isto é, não dependia nem era resultado dos fatos da natureza, ao contrário, era fruto de ações dos homens, de suas opções, da condução econômica que davam a seus paises.
Nas obras científicas que se seguiram, Josué ampliou suas convicções e aprimorou seus conceitos, visando sempre a inclusão social. Compreendeu que era imprescindível aumentar a renda do trabalhador, e foi um dos precursores na defesa do salário mínimo. Sabia dos males que a nutrição deficiente, nas crianças, poderia acarretar, e ajudou a formular a política de merenda escolar, iniciativa que ainda hoje atende a expressivo número de estudantes em nosso País. Na agricultura familiar, tinha certeza, estaria a melhor forma de fixar o homem no campo e possibilitar sua alimentação. Assim, combateu o latifúndio e defendeu a reforma agrária. Recebeu o Prêmio Internacional da Paz e indicações para receber o Prêmio Nobel da Paz . Percebeu, prematuramente, as agressões que sofria o meio ambiente e colocou-se como um combatente ecológico, em tempos em que até a expressão ainda era novidade.
Após uma longa carreira de êxitos científicos, Josué de Castro teve seus direitos políticos cassados pelo regime militar que dominou o País a partir de 1964. Exilou-se em Paris onde passou a lecionar na Sorbonne., e onde morreu em 1973, sem ter voltado vivo ao seu País. morreu sem mesmo ter recebido oficialmente e nominalmente anistia . O cidadão do mundo Josué de Castro não viveu para ver restabelecida sua condição de cidadão brasileiro. Foi um profeta, um homem a frente de seu tempo.
Entendia que o desequilíbrio, provocado pela desigualdade econômica, poderia ocasionar mais estragos para a humanidade do que as diferenças ideológicas. “O que divide os homens não são as coisas, são as idéias de que eles têm das coisas, e as idéias dos ricos são bem diferentes das idéias dos pobres”, pregava, com surpreendente clareza, para os tempos da guerra fria.
Foi, ainda, capaz de prever a ampliação da chamada globalização, na qual a vida econômica é comandada pelas empresas, representando os Estados que são meros executores da política territorial e econômica das mesmas. Processo que aumenta a concentração geográfica e acentua as diferenças regionais, contrariando o desenvolvimento humano.
Entretanto, a modernidade e a globalização que Josué previu e desejou seria aquela em que a tecnologia mais avançada seria utilizada para melhor distribuir a riqueza, quer do ponto de vista geográfico, quer do econômico, e trazer uma era de bem-estar e de verdadeiro progresso para a humanidade.
O ano de 2008 assinala o centenário de nascimento de Josué de Castro. Um brasileiro cuja trajetória de vida merece ser lembrada. Médico, escritor, político, professor, cientista social, um homem de múltiplos saberes e de ações que sempre visavam atender os anseios dos mais pobres, especialmente daqueles que enfrentavam o problema da fome e suas conseqüências.
Anna Maria de Castro
Professora titular da UFRJ
Doutora em Sociologia Aplicada
(filha de Josué de Castro)
Fonte: http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html
Artista plástico de João Pessoa faz sucesso em Minas
Paraibano de João Pessoa - precisamente do bairro de Jaguaribe -, o ex-morador de rua e artista plástico Aristóteles de Góes Correia está agitando o mundo artístico de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Sob o título "Elucubrações de Aristóteles", a partir do Dia Internacional da Mulher (8 de março) ele vai expor 22 de suas melhores telas no Restaurante Casa dos Contos. Os quadros misturam figuras imaginárias, inocentes anjos barrocos e imagens de santos multicoloridas.
De acordo com o material distribuído para divulgação pela Maison Escola de Arte, de Minas Gerais, Aristóteles de Góes elege a figura sem ignorar a arte abstrata. O arco de referências do artista plástico é amplo e dispensa barreiras. Sua última fornada de obras exprime esse momento: reúne lirismo, religiosidade, delicadeza, ironia e exuberância cromática.
Ex-aluno do Colégio Estadual de Jaguaribe, o artista pessoense criou uma aura de brasilidade que dialoga com a cultura pop. Esse hibridismo aparece nas 22 telas através de uma assumida influência da religiosidade popular, onde se misturam figuras imaginárias, inocentes anjos barrocos e imagens de santos multicoloridas.
“As pessoas e as crenças despertam meu olhar, meu interesse e minha reflexão. Representá-las, de um modo imaginário tornou-se o eixo principal de minha criação”, relata Aristóteles.
Segundo o curador da mostra, o crítico de arte Glauco Moraes, o desenho, linguagem com a qual o artista possui mais afinidade, é denso e expressivo. “Representa um espaço ‘interno’ que se desenvolve a partir das sensações e vivências do mundo de Aristóteles. Suas figuras tratam de questões humanas, de um modo de se relacionar com o mundo exterior, com as pessoas reais.”
Morando na rua
Aristóteles desperta a atenção da crítica especializada tanto pelo talento nas artes plásticas, como pela sua história pouco comum: aos 17 anos, recebeu do pai, o ex-combatente de guerra José Correia Tetéu, um presente de grego: a passagem de ônibus com destino ao Rio de Janeiro, pela empresa Itapemirim, só para a ida.
"Vá viver a sua vida como quer; quem tem filho barbado é gato", disse-lhe o pai, em 1990, quando despachou o menor de idade para um destino incerto. Ele estava inconformado com a opção de Aristóteles pela arte de pintar.
Ao Portal Correio Aristóteles contra que "ficou gelado" dentro do ônibus por não saber o que lhe aguardava dalí em diante. Foram cinco anos 'morando' nas ruas do Rio de Janeiro; outros cinco nas ruas de São Paulo e incursões até por aldeias indígenas do Acre.
Ele disse que o pai até hoje mora no Bairro de Jaguaribe, um dos mais antigos da Capital da Paraíba e onde passou a sua infância, junto com o irmão Antônio Marcos.
Serviço
Exposição: Elucubrações de Aristóteles, do artista plástico Aristóteles de Góes.
Período: 8 de março a 5 de abril
Local: Restaurante Casa dos Contos – Rua Rio Grande do Norte, 1.065, Savassi.
Horário: diariamente, das 11h às 24h
Entrada franca
Mais informações: (31)3261-5885 – Maison Escola de Arte
Wellington Farias
Fonte : Correio da Paraíba
Sob o título "Elucubrações de Aristóteles", a partir do Dia Internacional da Mulher (8 de março) ele vai expor 22 de suas melhores telas no Restaurante Casa dos Contos. Os quadros misturam figuras imaginárias, inocentes anjos barrocos e imagens de santos multicoloridas.
De acordo com o material distribuído para divulgação pela Maison Escola de Arte, de Minas Gerais, Aristóteles de Góes elege a figura sem ignorar a arte abstrata. O arco de referências do artista plástico é amplo e dispensa barreiras. Sua última fornada de obras exprime esse momento: reúne lirismo, religiosidade, delicadeza, ironia e exuberância cromática.
Ex-aluno do Colégio Estadual de Jaguaribe, o artista pessoense criou uma aura de brasilidade que dialoga com a cultura pop. Esse hibridismo aparece nas 22 telas através de uma assumida influência da religiosidade popular, onde se misturam figuras imaginárias, inocentes anjos barrocos e imagens de santos multicoloridas.
“As pessoas e as crenças despertam meu olhar, meu interesse e minha reflexão. Representá-las, de um modo imaginário tornou-se o eixo principal de minha criação”, relata Aristóteles.
Segundo o curador da mostra, o crítico de arte Glauco Moraes, o desenho, linguagem com a qual o artista possui mais afinidade, é denso e expressivo. “Representa um espaço ‘interno’ que se desenvolve a partir das sensações e vivências do mundo de Aristóteles. Suas figuras tratam de questões humanas, de um modo de se relacionar com o mundo exterior, com as pessoas reais.”
Morando na rua
Aristóteles desperta a atenção da crítica especializada tanto pelo talento nas artes plásticas, como pela sua história pouco comum: aos 17 anos, recebeu do pai, o ex-combatente de guerra José Correia Tetéu, um presente de grego: a passagem de ônibus com destino ao Rio de Janeiro, pela empresa Itapemirim, só para a ida.
"Vá viver a sua vida como quer; quem tem filho barbado é gato", disse-lhe o pai, em 1990, quando despachou o menor de idade para um destino incerto. Ele estava inconformado com a opção de Aristóteles pela arte de pintar.
Ao Portal Correio Aristóteles contra que "ficou gelado" dentro do ônibus por não saber o que lhe aguardava dalí em diante. Foram cinco anos 'morando' nas ruas do Rio de Janeiro; outros cinco nas ruas de São Paulo e incursões até por aldeias indígenas do Acre.
Ele disse que o pai até hoje mora no Bairro de Jaguaribe, um dos mais antigos da Capital da Paraíba e onde passou a sua infância, junto com o irmão Antônio Marcos.
Serviço
Exposição: Elucubrações de Aristóteles, do artista plástico Aristóteles de Góes.
Período: 8 de março a 5 de abril
Local: Restaurante Casa dos Contos – Rua Rio Grande do Norte, 1.065, Savassi.
Horário: diariamente, das 11h às 24h
Entrada franca
Mais informações: (31)3261-5885 – Maison Escola de Arte
Wellington Farias
Fonte : Correio da Paraíba
3 de março de 2010
sopão da solidariedade - João Pessoa
Por Nailson Junior
Hoje fui ao Centro Histórico, cheguei na Lagoa procurando a FUNJOPE a Fundação de Cultura de JP, quando estava voltando, era a hora da sopa e fui la ver. Fiquei muito surpreso, aliás,com esse tipo de trabalho isso é comum, a gente se surpreender.
Primeiro com o som que é utilizado na entrega, muitas pessoas na fila como em Manaus.
Muitas diferenças mas também muitas semelhanças com nosso projeto mas eles estão bem mais adiantados por entregarem 5 dias na semana e há mais de 15 anos.
Outra coisa que me chamou atenção é que o Toinho ( o responsável e fundador) aceita ajuda minima de 0,25 centavos no meio da praça da Lagoa , o Acordar na entrega não tem arrecadação de dinheiro.
Eles criaram um carrinho a exemplo do que tinhamos.
É fixo o ponto deles, o nosso apesar de ter diminuido número de pontos para dois, ainda é volante.
Sopão Solidariedade começa 17h o Acordar a partir das 23h15min.
Se entregamos 20 mil refeições pelas estatísticas de quatro meses atrás eles por dia entregam 460 litros de sopa, só conseguimos chegar aos aproximadamente 200 litros quando supermercado da cidade colaborava.
O público aqui é maior devido concentração ser de dia, atende muitos trabalhadores o nosso pela hora atende maioria da população da rua.
Assim como no Acordar o Sopão da Solidariedade a sopa acaba rápido. fui tirar cópia de um documento, 30 minutos depois aundo voltei já não tinha mais nada.
Pois bem, mais detalhes anexo aqui, devido Toinho será um dos próximos entrevistados para agência paraíbana de notícias(agenciapb).
Espero que iniciativas como essa sempre esteja em todas as cidades. Parabenizo mostrando mais uma semelhança: o acordar é sem fome pra vencer na vida o deles é sono sem fome prara vencer. Felicitações pelo Projeto Toni.
Finalizo, dizendo que as diferenças e semelhanças não são para diminuir ou engrandecer qualquer dos Projetos mas sim mostrar que existem maneiras diferentes e todas validas de ajudar ao próximo.Basta você querer!
Hoje fui ao Centro Histórico, cheguei na Lagoa procurando a FUNJOPE a Fundação de Cultura de JP, quando estava voltando, era a hora da sopa e fui la ver. Fiquei muito surpreso, aliás,com esse tipo de trabalho isso é comum, a gente se surpreender.
Primeiro com o som que é utilizado na entrega, muitas pessoas na fila como em Manaus.
Muitas diferenças mas também muitas semelhanças com nosso projeto mas eles estão bem mais adiantados por entregarem 5 dias na semana e há mais de 15 anos.
Outra coisa que me chamou atenção é que o Toinho ( o responsável e fundador) aceita ajuda minima de 0,25 centavos no meio da praça da Lagoa , o Acordar na entrega não tem arrecadação de dinheiro.
Eles criaram um carrinho a exemplo do que tinhamos.
É fixo o ponto deles, o nosso apesar de ter diminuido número de pontos para dois, ainda é volante.
Sopão Solidariedade começa 17h o Acordar a partir das 23h15min.
Se entregamos 20 mil refeições pelas estatísticas de quatro meses atrás eles por dia entregam 460 litros de sopa, só conseguimos chegar aos aproximadamente 200 litros quando supermercado da cidade colaborava.
O público aqui é maior devido concentração ser de dia, atende muitos trabalhadores o nosso pela hora atende maioria da população da rua.
Assim como no Acordar o Sopão da Solidariedade a sopa acaba rápido. fui tirar cópia de um documento, 30 minutos depois aundo voltei já não tinha mais nada.
Pois bem, mais detalhes anexo aqui, devido Toinho será um dos próximos entrevistados para agência paraíbana de notícias(agenciapb).
Espero que iniciativas como essa sempre esteja em todas as cidades. Parabenizo mostrando mais uma semelhança: o acordar é sem fome pra vencer na vida o deles é sono sem fome prara vencer. Felicitações pelo Projeto Toni.
Finalizo, dizendo que as diferenças e semelhanças não são para diminuir ou engrandecer qualquer dos Projetos mas sim mostrar que existem maneiras diferentes e todas validas de ajudar ao próximo.Basta você querer!
1 de março de 2010
POLÍTICAS PÚBLICAS E MORADOR DE RUA
POR NAILSON JUNIOR,
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
1
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Paulo Rogério de Souza · São Paulo (SP) · 4/11/2008 12:02 · 52 votos
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
Fato: Agressão praticada por agentes da administração publica contra moradores em situação de rua, com a conivência do agente aplicador da lei, em Operação de Zeladoria Urbana, realizada na Praça da Sé – SP.
(Matéria veiculada no Jornal “O Trecheiro”, do mês de abril do ano corrente).
Tal situação ocorreu no centro da cidade de São Paulo, entretanto, cabe registrar que este problema não é exclusivo desta cidade, coexistindo em todos os grandes centros urbanos do país.
Analisando a referida matéria, aliando às experiências adquiridas e aos estudos efetuados em relação conflito histórico em questão, verifica-se que somos conduzidos a uma situação antagônica e de difícil resolução.
A primeira consiste na total falta de opção de uma minoria excluída, que, geralmente são homens com idade média de 40 (quarenta) anos, sem família, desempregados, com problemas de alcoolismo e depressão; muitos já sofreram algum tipo de violência física, tais como facadas e atropelamentos; as mulheres têm sérios problemas ginecológicos, sofrem abortos espontâneos e, posteriormente, não contam com nenhum tipo de tratamento, e são obrigados a permanecerem nos logradouros, praças, parques e até mesmo em via publica, locais estes onde devem ser efetuada a manutenção diária, para preservação, pela administração pública. A segunda consiste no direito dos demais integrantes da sociedade, de transitarem por suas praças e logradouros, em condições perfeitas de asseio, conservação e segurança.
Para realização das solicitações dos usuários do município e das obrigações da administração pública, entra em cena o agente aplicador da lei, dando suporte de segurança e preservando a integridade física dos agentes da administração pública, bem como dos moradores em situação de rua, na mediação e administração dos conflitos evidenciados no cotidiano.
Todos os servidores confirmam, que em muitas situações, os moradores de ruas se mostram arredios, quando solicitados para se levantarem e desocuparem o espaço onde será efetuada a conservação. Cabe ressaltar que a não execução desta tarefa, por parte da administração pública, caracteriza omissão por parte do Estado.
Por sua vez, este grupo defende-se, alegando não ter onde ficar e sua revolta e rebeldia recai na tese de que a solicitação é feita com ‘brutalidade” e, quando o local é lavado e molhado, não é possível mais permanecer ou sentar-se. Desta forma, acredito que não exista uma ação violenta, por parte do morador em situação de rua, e sim uma reação que pode ser caracterizada pela violência sofrida e pela falta de atendimento e preservação dos seus direitos fundamentais.
Cito ainda que podemos observar que a responsabilidade do agente público originou-se de sua ação, “possivelmente inadequada”, para a situação, entretanto, que está respaldada no anseio de cumprir a sua missão, a qual é esperada e cobrada pela outra parcela da sociedade, como os transeuntes e comerciantes do local. Também podemos observar que na maioria dos relatos existe uma situação de intolerância e, algumas vezes, de arrogância e um sentimento de vingança por parte dos grupos citados, onde na verdade estes sentimento e ressentimentos são desencadeados pela falta de diálogo entre estes grupos, pois todos sofrem com as arbitrariedades de um governo que acredita e faz o que acha melhor para esta camada da sociedade, porém sem propiciar ou oferecer oportunidades de participação e inclusão de qualquer política afirmativa a seu favor.
Digo ainda que devemos olhar para esta situação, não com o intuito de apontar culpados, mas sim com um olhar crítico e criando um ajustamento de conduta por parte dos envolvidos, já que estamos lidando com pessoas, as quais podem ter desvios de conduta, porém são vitimas de uma sociedade que não se preocupa com a qualidade de vida dos seus semelhantes, tendo esta parcela da sociedade que coexistir dentro do mesmo espaço e tempo.
São Paulo, 16 de maio de 2008.
PAULO ROGÉRIO DE SOUZA
Inspetor Chefe Regional
R.F. 733.625.000
FONTE:http://www.forumseguranca.org.br/artigos/morador-de-rua-sociedade-e-agente-aplicador-da-lei-quem-e-o-culpado
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
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Paulo Rogério de Souza · São Paulo (SP) · 4/11/2008 12:02 · 52 votos
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
Fato: Agressão praticada por agentes da administração publica contra moradores em situação de rua, com a conivência do agente aplicador da lei, em Operação de Zeladoria Urbana, realizada na Praça da Sé – SP.
(Matéria veiculada no Jornal “O Trecheiro”, do mês de abril do ano corrente).
Tal situação ocorreu no centro da cidade de São Paulo, entretanto, cabe registrar que este problema não é exclusivo desta cidade, coexistindo em todos os grandes centros urbanos do país.
Analisando a referida matéria, aliando às experiências adquiridas e aos estudos efetuados em relação conflito histórico em questão, verifica-se que somos conduzidos a uma situação antagônica e de difícil resolução.
A primeira consiste na total falta de opção de uma minoria excluída, que, geralmente são homens com idade média de 40 (quarenta) anos, sem família, desempregados, com problemas de alcoolismo e depressão; muitos já sofreram algum tipo de violência física, tais como facadas e atropelamentos; as mulheres têm sérios problemas ginecológicos, sofrem abortos espontâneos e, posteriormente, não contam com nenhum tipo de tratamento, e são obrigados a permanecerem nos logradouros, praças, parques e até mesmo em via publica, locais estes onde devem ser efetuada a manutenção diária, para preservação, pela administração pública. A segunda consiste no direito dos demais integrantes da sociedade, de transitarem por suas praças e logradouros, em condições perfeitas de asseio, conservação e segurança.
Para realização das solicitações dos usuários do município e das obrigações da administração pública, entra em cena o agente aplicador da lei, dando suporte de segurança e preservando a integridade física dos agentes da administração pública, bem como dos moradores em situação de rua, na mediação e administração dos conflitos evidenciados no cotidiano.
Todos os servidores confirmam, que em muitas situações, os moradores de ruas se mostram arredios, quando solicitados para se levantarem e desocuparem o espaço onde será efetuada a conservação. Cabe ressaltar que a não execução desta tarefa, por parte da administração pública, caracteriza omissão por parte do Estado.
Por sua vez, este grupo defende-se, alegando não ter onde ficar e sua revolta e rebeldia recai na tese de que a solicitação é feita com ‘brutalidade” e, quando o local é lavado e molhado, não é possível mais permanecer ou sentar-se. Desta forma, acredito que não exista uma ação violenta, por parte do morador em situação de rua, e sim uma reação que pode ser caracterizada pela violência sofrida e pela falta de atendimento e preservação dos seus direitos fundamentais.
Cito ainda que podemos observar que a responsabilidade do agente público originou-se de sua ação, “possivelmente inadequada”, para a situação, entretanto, que está respaldada no anseio de cumprir a sua missão, a qual é esperada e cobrada pela outra parcela da sociedade, como os transeuntes e comerciantes do local. Também podemos observar que na maioria dos relatos existe uma situação de intolerância e, algumas vezes, de arrogância e um sentimento de vingança por parte dos grupos citados, onde na verdade estes sentimento e ressentimentos são desencadeados pela falta de diálogo entre estes grupos, pois todos sofrem com as arbitrariedades de um governo que acredita e faz o que acha melhor para esta camada da sociedade, porém sem propiciar ou oferecer oportunidades de participação e inclusão de qualquer política afirmativa a seu favor.
Digo ainda que devemos olhar para esta situação, não com o intuito de apontar culpados, mas sim com um olhar crítico e criando um ajustamento de conduta por parte dos envolvidos, já que estamos lidando com pessoas, as quais podem ter desvios de conduta, porém são vitimas de uma sociedade que não se preocupa com a qualidade de vida dos seus semelhantes, tendo esta parcela da sociedade que coexistir dentro do mesmo espaço e tempo.
São Paulo, 16 de maio de 2008.
PAULO ROGÉRIO DE SOUZA
Inspetor Chefe Regional
R.F. 733.625.000
FONTE:http://www.forumseguranca.org.br/artigos/morador-de-rua-sociedade-e-agente-aplicador-da-lei-quem-e-o-culpado
20 de fevereiro de 2010
Olha O Amor AÍ!!!
"Pois o amor resgata a pobreza, vence o tédio, ilumina o dia e instaura em nossa natureza a imperecível alegria.'' Drummond
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