Por Nailson Junior
Hoje fui ao Centro Histórico, cheguei na Lagoa procurando a FUNJOPE a Fundação de Cultura de JP, quando estava voltando, era a hora da sopa e fui la ver. Fiquei muito surpreso, aliás,com esse tipo de trabalho isso é comum, a gente se surpreender.
Primeiro com o som que é utilizado na entrega, muitas pessoas na fila como em Manaus.
Muitas diferenças mas também muitas semelhanças com nosso projeto mas eles estão bem mais adiantados por entregarem 5 dias na semana e há mais de 15 anos.
Outra coisa que me chamou atenção é que o Toinho ( o responsável e fundador) aceita ajuda minima de 0,25 centavos no meio da praça da Lagoa , o Acordar na entrega não tem arrecadação de dinheiro.
Eles criaram um carrinho a exemplo do que tinhamos.
É fixo o ponto deles, o nosso apesar de ter diminuido número de pontos para dois, ainda é volante.
Sopão Solidariedade começa 17h o Acordar a partir das 23h15min.
Se entregamos 20 mil refeições pelas estatísticas de quatro meses atrás eles por dia entregam 460 litros de sopa, só conseguimos chegar aos aproximadamente 200 litros quando supermercado da cidade colaborava.
O público aqui é maior devido concentração ser de dia, atende muitos trabalhadores o nosso pela hora atende maioria da população da rua.
Assim como no Acordar o Sopão da Solidariedade a sopa acaba rápido. fui tirar cópia de um documento, 30 minutos depois aundo voltei já não tinha mais nada.
Pois bem, mais detalhes anexo aqui, devido Toinho será um dos próximos entrevistados para agência paraíbana de notícias(agenciapb).
Espero que iniciativas como essa sempre esteja em todas as cidades. Parabenizo mostrando mais uma semelhança: o acordar é sem fome pra vencer na vida o deles é sono sem fome prara vencer. Felicitações pelo Projeto Toni.
Finalizo, dizendo que as diferenças e semelhanças não são para diminuir ou engrandecer qualquer dos Projetos mas sim mostrar que existem maneiras diferentes e todas validas de ajudar ao próximo.Basta você querer!
3 de março de 2010
1 de março de 2010
POLÍTICAS PÚBLICAS E MORADOR DE RUA
POR NAILSON JUNIOR,
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
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Paulo Rogério de Souza · São Paulo (SP) · 4/11/2008 12:02 · 52 votos
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
Fato: Agressão praticada por agentes da administração publica contra moradores em situação de rua, com a conivência do agente aplicador da lei, em Operação de Zeladoria Urbana, realizada na Praça da Sé – SP.
(Matéria veiculada no Jornal “O Trecheiro”, do mês de abril do ano corrente).
Tal situação ocorreu no centro da cidade de São Paulo, entretanto, cabe registrar que este problema não é exclusivo desta cidade, coexistindo em todos os grandes centros urbanos do país.
Analisando a referida matéria, aliando às experiências adquiridas e aos estudos efetuados em relação conflito histórico em questão, verifica-se que somos conduzidos a uma situação antagônica e de difícil resolução.
A primeira consiste na total falta de opção de uma minoria excluída, que, geralmente são homens com idade média de 40 (quarenta) anos, sem família, desempregados, com problemas de alcoolismo e depressão; muitos já sofreram algum tipo de violência física, tais como facadas e atropelamentos; as mulheres têm sérios problemas ginecológicos, sofrem abortos espontâneos e, posteriormente, não contam com nenhum tipo de tratamento, e são obrigados a permanecerem nos logradouros, praças, parques e até mesmo em via publica, locais estes onde devem ser efetuada a manutenção diária, para preservação, pela administração pública. A segunda consiste no direito dos demais integrantes da sociedade, de transitarem por suas praças e logradouros, em condições perfeitas de asseio, conservação e segurança.
Para realização das solicitações dos usuários do município e das obrigações da administração pública, entra em cena o agente aplicador da lei, dando suporte de segurança e preservando a integridade física dos agentes da administração pública, bem como dos moradores em situação de rua, na mediação e administração dos conflitos evidenciados no cotidiano.
Todos os servidores confirmam, que em muitas situações, os moradores de ruas se mostram arredios, quando solicitados para se levantarem e desocuparem o espaço onde será efetuada a conservação. Cabe ressaltar que a não execução desta tarefa, por parte da administração pública, caracteriza omissão por parte do Estado.
Por sua vez, este grupo defende-se, alegando não ter onde ficar e sua revolta e rebeldia recai na tese de que a solicitação é feita com ‘brutalidade” e, quando o local é lavado e molhado, não é possível mais permanecer ou sentar-se. Desta forma, acredito que não exista uma ação violenta, por parte do morador em situação de rua, e sim uma reação que pode ser caracterizada pela violência sofrida e pela falta de atendimento e preservação dos seus direitos fundamentais.
Cito ainda que podemos observar que a responsabilidade do agente público originou-se de sua ação, “possivelmente inadequada”, para a situação, entretanto, que está respaldada no anseio de cumprir a sua missão, a qual é esperada e cobrada pela outra parcela da sociedade, como os transeuntes e comerciantes do local. Também podemos observar que na maioria dos relatos existe uma situação de intolerância e, algumas vezes, de arrogância e um sentimento de vingança por parte dos grupos citados, onde na verdade estes sentimento e ressentimentos são desencadeados pela falta de diálogo entre estes grupos, pois todos sofrem com as arbitrariedades de um governo que acredita e faz o que acha melhor para esta camada da sociedade, porém sem propiciar ou oferecer oportunidades de participação e inclusão de qualquer política afirmativa a seu favor.
Digo ainda que devemos olhar para esta situação, não com o intuito de apontar culpados, mas sim com um olhar crítico e criando um ajustamento de conduta por parte dos envolvidos, já que estamos lidando com pessoas, as quais podem ter desvios de conduta, porém são vitimas de uma sociedade que não se preocupa com a qualidade de vida dos seus semelhantes, tendo esta parcela da sociedade que coexistir dentro do mesmo espaço e tempo.
São Paulo, 16 de maio de 2008.
PAULO ROGÉRIO DE SOUZA
Inspetor Chefe Regional
R.F. 733.625.000
FONTE:http://www.forumseguranca.org.br/artigos/morador-de-rua-sociedade-e-agente-aplicador-da-lei-quem-e-o-culpado
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
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Paulo Rogério de Souza · São Paulo (SP) · 4/11/2008 12:02 · 52 votos
Morador de rua, sociedade e agente aplicador da lei: quem é o culpado?
Fato: Agressão praticada por agentes da administração publica contra moradores em situação de rua, com a conivência do agente aplicador da lei, em Operação de Zeladoria Urbana, realizada na Praça da Sé – SP.
(Matéria veiculada no Jornal “O Trecheiro”, do mês de abril do ano corrente).
Tal situação ocorreu no centro da cidade de São Paulo, entretanto, cabe registrar que este problema não é exclusivo desta cidade, coexistindo em todos os grandes centros urbanos do país.
Analisando a referida matéria, aliando às experiências adquiridas e aos estudos efetuados em relação conflito histórico em questão, verifica-se que somos conduzidos a uma situação antagônica e de difícil resolução.
A primeira consiste na total falta de opção de uma minoria excluída, que, geralmente são homens com idade média de 40 (quarenta) anos, sem família, desempregados, com problemas de alcoolismo e depressão; muitos já sofreram algum tipo de violência física, tais como facadas e atropelamentos; as mulheres têm sérios problemas ginecológicos, sofrem abortos espontâneos e, posteriormente, não contam com nenhum tipo de tratamento, e são obrigados a permanecerem nos logradouros, praças, parques e até mesmo em via publica, locais estes onde devem ser efetuada a manutenção diária, para preservação, pela administração pública. A segunda consiste no direito dos demais integrantes da sociedade, de transitarem por suas praças e logradouros, em condições perfeitas de asseio, conservação e segurança.
Para realização das solicitações dos usuários do município e das obrigações da administração pública, entra em cena o agente aplicador da lei, dando suporte de segurança e preservando a integridade física dos agentes da administração pública, bem como dos moradores em situação de rua, na mediação e administração dos conflitos evidenciados no cotidiano.
Todos os servidores confirmam, que em muitas situações, os moradores de ruas se mostram arredios, quando solicitados para se levantarem e desocuparem o espaço onde será efetuada a conservação. Cabe ressaltar que a não execução desta tarefa, por parte da administração pública, caracteriza omissão por parte do Estado.
Por sua vez, este grupo defende-se, alegando não ter onde ficar e sua revolta e rebeldia recai na tese de que a solicitação é feita com ‘brutalidade” e, quando o local é lavado e molhado, não é possível mais permanecer ou sentar-se. Desta forma, acredito que não exista uma ação violenta, por parte do morador em situação de rua, e sim uma reação que pode ser caracterizada pela violência sofrida e pela falta de atendimento e preservação dos seus direitos fundamentais.
Cito ainda que podemos observar que a responsabilidade do agente público originou-se de sua ação, “possivelmente inadequada”, para a situação, entretanto, que está respaldada no anseio de cumprir a sua missão, a qual é esperada e cobrada pela outra parcela da sociedade, como os transeuntes e comerciantes do local. Também podemos observar que na maioria dos relatos existe uma situação de intolerância e, algumas vezes, de arrogância e um sentimento de vingança por parte dos grupos citados, onde na verdade estes sentimento e ressentimentos são desencadeados pela falta de diálogo entre estes grupos, pois todos sofrem com as arbitrariedades de um governo que acredita e faz o que acha melhor para esta camada da sociedade, porém sem propiciar ou oferecer oportunidades de participação e inclusão de qualquer política afirmativa a seu favor.
Digo ainda que devemos olhar para esta situação, não com o intuito de apontar culpados, mas sim com um olhar crítico e criando um ajustamento de conduta por parte dos envolvidos, já que estamos lidando com pessoas, as quais podem ter desvios de conduta, porém são vitimas de uma sociedade que não se preocupa com a qualidade de vida dos seus semelhantes, tendo esta parcela da sociedade que coexistir dentro do mesmo espaço e tempo.
São Paulo, 16 de maio de 2008.
PAULO ROGÉRIO DE SOUZA
Inspetor Chefe Regional
R.F. 733.625.000
FONTE:http://www.forumseguranca.org.br/artigos/morador-de-rua-sociedade-e-agente-aplicador-da-lei-quem-e-o-culpado
20 de fevereiro de 2010
Olha O Amor AÍ!!!
"Pois o amor resgata a pobreza, vence o tédio, ilumina o dia e instaura em nossa natureza a imperecível alegria.'' Drummond
18 de fevereiro de 2010
OS ICONES ODM BR
Os ícones dos Objetivos do Milênio
'ODM já são conhecidos; agora precisam ser praticados'
Publicitário que desenvolveu a campanha brasileira dos Objetivos do Milênio, diz que ênfase agora deve ser o cumprimento das metas.
MARÍLIA JUSTE, da PrimaPagina (fonte: PNUD)
Premiada internacionalmente, adotada em países tão diversos quanto Itália e Albânia, a campanha brasileira de divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio conseguiu fazer com que as metas adotadas pelos países da ONU se tornassem mais conhecidas da sociedade. O passo principal, agora, deve ser incentivar para que os Objetivos sejam colocados em prática. A avaliação é do publicitário Percival Caropreso, que coordenou a criação dos logotipos e das mensagens da campanha brasileira, a "Nós Podemos: 8 Jeitos de Mudar o Mundo". "Quando você lança um carro ou um refrigerante, logo em seguida você faz uma promoção para vender mais. O momento agora é criar um pacote de comunicação para que as metas e os objetivos, agora já conhecidos, tornem-se mais praticados", compara.
Caropreso foi por 15 anos vice-presidente da McCann-Erickson para o Brasil e a América Latina e acumulou também as funções de gerente-geral da empresa em São Paulo, diretor de criação da McCann-Erickson Brasil e coordenador de criação para a América Latina. Paralelamente a essa trajetória de sucesso na publicidade comercial, ele ainda obteve reconhecimento nos 20 anos em que trabalhou voluntariamente para causas sociais. Foi dele a primeira campanha publicitária voltada ao voluntariado do país, feita em 1997. A atuação na área lhe rendeu o Prêmio ODM Brasil 2005, uma iniciativa do PNUD, do governo federal e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade.
Fonte: http://www.odmbrasil.org.br/noticias_detalhes/25/os--icones-dos-objetivos-do-milenio
'ODM já são conhecidos; agora precisam ser praticados'
Publicitário que desenvolveu a campanha brasileira dos Objetivos do Milênio, diz que ênfase agora deve ser o cumprimento das metas.
MARÍLIA JUSTE, da PrimaPagina (fonte: PNUD)
Premiada internacionalmente, adotada em países tão diversos quanto Itália e Albânia, a campanha brasileira de divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio conseguiu fazer com que as metas adotadas pelos países da ONU se tornassem mais conhecidas da sociedade. O passo principal, agora, deve ser incentivar para que os Objetivos sejam colocados em prática. A avaliação é do publicitário Percival Caropreso, que coordenou a criação dos logotipos e das mensagens da campanha brasileira, a "Nós Podemos: 8 Jeitos de Mudar o Mundo". "Quando você lança um carro ou um refrigerante, logo em seguida você faz uma promoção para vender mais. O momento agora é criar um pacote de comunicação para que as metas e os objetivos, agora já conhecidos, tornem-se mais praticados", compara.
Caropreso foi por 15 anos vice-presidente da McCann-Erickson para o Brasil e a América Latina e acumulou também as funções de gerente-geral da empresa em São Paulo, diretor de criação da McCann-Erickson Brasil e coordenador de criação para a América Latina. Paralelamente a essa trajetória de sucesso na publicidade comercial, ele ainda obteve reconhecimento nos 20 anos em que trabalhou voluntariamente para causas sociais. Foi dele a primeira campanha publicitária voltada ao voluntariado do país, feita em 1997. A atuação na área lhe rendeu o Prêmio ODM Brasil 2005, uma iniciativa do PNUD, do governo federal e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade.
Fonte: http://www.odmbrasil.org.br/noticias_detalhes/25/os--icones-dos-objetivos-do-milenio
11 de fevereiro de 2010
CARTILHA DE PROCEDIMENTOS
Orientações para iniciantes.
Projeto Acordar Sem Fome
Cartilha
O que se pede:
Traje para entrega:
Homens: camiseta e calça
Mulheres: camiseta e calça
É necessário discrição no se vestir para não chamar atenção de nossos amigos da rua.
É vedado qualquer forma de propaganda política no ato da entrega da sopa, até mesmo as que se apresentam de forma indireta, lembramos que nosso projeto nunca teve nem irá ter finalidade política, por isso, não vamos confundir as coisas.
Na hora da entrega vamos evitar comentários que não dizem respeito ao desenvolvimento do projeto, as conversas paralelas quando acontecerem devem ser de forma discreta para não atrapalhar o ritmo da entrega.
Todos os membros devem se preocupar com todas as fases do projeto desde o preparo da sopa até a limpeza dos instrumentos da cozinha.
O dia que o voluntário não puder ir a entrega deve comunicar ao coordenador com antecipação para que seja minimizada sua ausência.
Nunca prometa ao morador de rua o que você não irá poder cumprir, nessas condições o melhor é não prometer mais agir.
Não dê dinheiro mesmo que beneficiário do Projeto insista em pedir.
Saiba quem você convida a participar, faça estudo para ver se a pessoa convidada combina com filosofia do grupo.
Postado por BLOG DO PROJETO ACORDAR SEM FOME às 20:24
Projeto Acordar Sem Fome
Cartilha
O que se pede:
Traje para entrega:
Homens: camiseta e calça
Mulheres: camiseta e calça
É necessário discrição no se vestir para não chamar atenção de nossos amigos da rua.
É vedado qualquer forma de propaganda política no ato da entrega da sopa, até mesmo as que se apresentam de forma indireta, lembramos que nosso projeto nunca teve nem irá ter finalidade política, por isso, não vamos confundir as coisas.
Na hora da entrega vamos evitar comentários que não dizem respeito ao desenvolvimento do projeto, as conversas paralelas quando acontecerem devem ser de forma discreta para não atrapalhar o ritmo da entrega.
Todos os membros devem se preocupar com todas as fases do projeto desde o preparo da sopa até a limpeza dos instrumentos da cozinha.
O dia que o voluntário não puder ir a entrega deve comunicar ao coordenador com antecipação para que seja minimizada sua ausência.
Nunca prometa ao morador de rua o que você não irá poder cumprir, nessas condições o melhor é não prometer mais agir.
Não dê dinheiro mesmo que beneficiário do Projeto insista em pedir.
Saiba quem você convida a participar, faça estudo para ver se a pessoa convidada combina com filosofia do grupo.
Postado por BLOG DO PROJETO ACORDAR SEM FOME às 20:24
5 de fevereiro de 2010
Campanha 2010, tome uma atitude.
Você sabia que...
- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;
- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos...
- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.
- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome...
- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.
Você Sabia?
- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;
- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .
- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.
- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.
- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos...
Você Sabia?
- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.
- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;
- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.
Você Sabia?
- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.
- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.
- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.
Você Sabia?
- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações...
- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;
- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.
- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.
...Agora você já sabe.
E vai ficar aí parado? Tome uma atitude.
Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!
Seja Voluntário você Também! Junte-se a nós.
Planeta Voluntários
Fonte: http://www.planetavoluntarios.com.br
Uma rede social por um mundo melhor.
"O que fazemos por nós mesmos morre conosco,o que fazemos pelos outros permanece e é eterno."
Tenha um Feliz 2010!!!.
- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;
- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos...
- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.
- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome...
- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.
Você Sabia?
- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;
- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .
- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.
- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.
- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos...
Você Sabia?
- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.
- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;
- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.
Você Sabia?
- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.
- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.
- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.
Você Sabia?
- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações...
- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;
- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.
- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.
...Agora você já sabe.
E vai ficar aí parado? Tome uma atitude.
Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!
Seja Voluntário você Também! Junte-se a nós.
Planeta Voluntários
Fonte: http://www.planetavoluntarios.com.br
Uma rede social por um mundo melhor.
"O que fazemos por nós mesmos morre conosco,o que fazemos pelos outros permanece e é eterno."
Tenha um Feliz 2010!!!.
Moradores de Rua - Campinas - Exemplo a ser seguido BRASIL.
Por Nailson Jr
Fonte:http://www.puccamp.br/servicos/detalhe.asp?id=36921
Do Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas
Ação solidária distribui calor humano
26/06/2008
Cerca de 20 voluntários percorrem a cidade oferecendo sopa, leite quente, agasalhos e cobertores a moradores de rua
A ação Amizade no Inverno, realizada pelo Grupo da Amizade — casa de apoio a portadores de HIV/Aids —, levou, pelo sétimo ano consecutivo, um pouco de conforto e calor humano aos moradores de rua de Campinas na madrugada de ontem.
Cerca de 20 voluntários, entre coordenadores, funcionários e usuários da instituição, percorreram as ruas da cidade oferecendo sopa e leite quente, agasalhos e cobertores às centenas de pessoas em situação de rua. “Não temos como abrigar todos, então nos mobilizamos para amenizar um pouco a situação, trazendo alimentos e proteção contra o frio”, disse Fernando Bueno, um dos organizadores da ação.
“Estou há 12 anos na rua. Desde que saí da cadeia e minha família não quis mais saber de mim. A sopa ajuda a encarar o frio”, resumiu Luciano de Lima, de 26 anos, natural da Paraíba e que vive na praça da Catedral Metropolitana junto com pelo menos 30 outras pessoas. Fábio de Souza Nunes, de 28 anos, disse que veio há alguns dias de Mogi das Cruzes em busca de trabalho, mas só conseguiu um bico como ajudante na feira de artesanato nos fins de semana. “O que ganho não dá para pagar uma pensão. A alternativa é ficar na rua”, lamentou, citando que logo que chegou teve as roupas e documentos roubados. “A ajuda dos voluntários é muito importante para quem está na rua”, disse.
Fernanda Gouveia, de 42 anos, que vive atualmente na Casa da Amizade, estava emocionada por ajudar os moradores de rua. “Já passei por isso. Era alcoólatra, usava drogas e vivia nas ruas. No Inverno, o que já é ruim fica ainda pior”, afirmou. Ela hoje trabalha como faxineira e faz bordados.
“Viver na rua é triste demais. Enfrentei essa situação quando meus pais morreram. Depois, na casa, encontrei uma família, novos irmãos. É muito bom poder ajudar quem está nessa situação”, disse o travesti que se identificou apenas como Maria, de 42 anos. Paulo Rogério, de 29 anos, também enfrentou a vida nas ruas devido à dependência de drogas. “Perdi emprego, família, tudo. Mas queria sair das ruas. Já tive uma vida antes e queria recuperar. Aí procurei o albergue e depois fui encaminhado para a Casa da Amizade, onde estou há dois meses e meio”, contou.
Iniciativa
A idéia da ação Amizade no Inverno partiu do presidente da instituição, Cassemiro Lopes Moreira, o Miro, ele próprio ex-morador de rua que conseguiu dar a volta por cima. Em sua sétima edição, a ação solidária é desenvolvida em parceria com os restaurantes Barbacoa e Giovannetti Parque D. Pedro, com apoio do Centro de Referência em DST/Aids de Campinas. “Os restaurantes doam os ingredientes, a cozinheira da casa prepara a sopa e leite quente, e funcionários e moradores se encarregam de distribuir. Os cobertores e agasalhos arrecadamos em campanhas com a comunidade”, explicou o coordenador de Projetos, José Carlos Morais da Silva.
Segundo ele, a ação de ontem, acompanhada pela reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN), atendeu cerca de 160 pessoas. “Levamos 200 copos para distribuição da sopa e sobraram uns 40”, disse Silva. A ação também distribuiu os quase cem cobertores e igual número de agasalhos disponíveis. “Estamos iniciando nova campanha de arrecadação de agasalhos e cobertores e, na semana que vem, repetimos a ação”, adiantou.
Em Campinas, ao menos 1.027 vivem nas ruas
Pesquisa divulgada em abril pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que pelo menos 1.027 pessoas vivem nas ruas em Campinas. O município ocupa a sétima posição no ranking de cidades com maior número de moradores de rua no Brasil, sem considerar São Paulo, Belo Horizonte e Recife, que não entraram no censo. Segundo a coordenadora municipal de Acolhimento e Referenciamento Social (Sares), Cátia Gonçalves da Silva, 80% deles são dependentes químicos, especialmente de álcool. No Inverno, uma equipe do Sares aborda os moradores de rua para encaminhar os que necessitam ou querem aos serviços de apoio e suporte, como abrigos, albergue, serviços de saúde e tratamento para dependência química. A maioria recebe os agasalhos, alimentos e cobertores, mas não quer ir para o albergue, que funciona no Serviço de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante (Samim).
O local tem capacidade para 150 pessoas e recebe para pernoite, além de oferecer refeições (café da manhã, almoço, lanche e jantar). O serviço é transitório, por cinco dias, que podem ser estendidos conforme a situação. A Prefeitura mantém ainda o abrigo municipal, com capacidade para 15 homens e cinco mulheres, e uma casa para idosos, com 12 vagas. Além do poder público, grupos religiosos também acolhem moradores de rua, seja em casas de recuperação para dependência química, ou ofertando roupas, cobertores e alimentos. Em parceria com o poder público, que cedeu o imóvel, cinco grupos religiosos (Nossa Senhora Desatadora dos Nós, Aliança Amor, Centro Espírita Luz e Caminho, Igreja Batista Central e Grupo Felicidade) oferecem sopa de segunda a sexta-feira e almoço aos sábados para moradores de rua numa casa no Viaduto Miguel Vicente Cury. (DM/AAN)
Usuária de drogas recusa ajuda da família
Jovem rompeu com parentes por causa do vício e agora vive embaixo de viaduto com outras pessoas
Margarete Rodrigues dos Santos, de 22 anos, vive nas ruas desde os 18. Primeiro alegou que foi abandonada pela família e, em seguida, assumiu que rompeu com os parentes devido ao uso de drogas. Ela mora atualmente com um grupo embaixo do viaduto da Via Expressa Waldemar Paschoal sobre a Francisco Glicério e nem quer ouvir falar de voltar a viver com a família. “Prefiro ficar na rua. Sou mais feliz assim”, afirmou. Apesar de desconfiada e aparentemente sob efeito de drogas, Margarete foi a única dos moradores de rua do local que se preocupou em agradecer a ajuda do Grupo Amizade. “Graças a Deus vocês vieram. Muito obrigada, Deus abençoe”, disse. “Só sobrou eu para falar isso”, completou.
A técnica em enfermagem da Casa da Amizade, Alezandra Lima, contou que já cuidou de Margarete após um acidente grave, quando fazia estágio no Pronto-Socorro do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. “Ela chegou sob efeito de drogas, com os dois braços e bacia quebrados e com surto de abstinência. Tão agitada que mordia as mãos dos enfermeiros e técnicos”, contou.
Segundo Alezandra, o serviço social do hospital localizou a família, em Londrina, a mãe veio até Campinas e tentou levá-la para casa, mas a jovem se recusou. “Uma irmã que mora aqui, no Jardim Florence, também tentou levá-la, mas não conseguiu.” Alezandra disse que a ação solidária torna-se uma mistura de sentimentos. “É bom ajudar os outros, dá uma sensação de dever cumprido. Mas ver esta menina, por exemplo. Saber que os pais querem resgatá-la e ela não quer, é deprimente”, disse. (DM/AAN)
A FRASE
“Prefiro ficar na rua. Sou mais feliz assim.”
MARGARETE RODRIGUES DOS SANTOS
Moradora de rua
Autor: Delma Medeiros delma@rac.com.br
Fonte: Correio Popular
Fonte:http://www.puccamp.br/servicos/detalhe.asp?id=36921
Do Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas
Ação solidária distribui calor humano
26/06/2008
Cerca de 20 voluntários percorrem a cidade oferecendo sopa, leite quente, agasalhos e cobertores a moradores de rua
A ação Amizade no Inverno, realizada pelo Grupo da Amizade — casa de apoio a portadores de HIV/Aids —, levou, pelo sétimo ano consecutivo, um pouco de conforto e calor humano aos moradores de rua de Campinas na madrugada de ontem.
Cerca de 20 voluntários, entre coordenadores, funcionários e usuários da instituição, percorreram as ruas da cidade oferecendo sopa e leite quente, agasalhos e cobertores às centenas de pessoas em situação de rua. “Não temos como abrigar todos, então nos mobilizamos para amenizar um pouco a situação, trazendo alimentos e proteção contra o frio”, disse Fernando Bueno, um dos organizadores da ação.
“Estou há 12 anos na rua. Desde que saí da cadeia e minha família não quis mais saber de mim. A sopa ajuda a encarar o frio”, resumiu Luciano de Lima, de 26 anos, natural da Paraíba e que vive na praça da Catedral Metropolitana junto com pelo menos 30 outras pessoas. Fábio de Souza Nunes, de 28 anos, disse que veio há alguns dias de Mogi das Cruzes em busca de trabalho, mas só conseguiu um bico como ajudante na feira de artesanato nos fins de semana. “O que ganho não dá para pagar uma pensão. A alternativa é ficar na rua”, lamentou, citando que logo que chegou teve as roupas e documentos roubados. “A ajuda dos voluntários é muito importante para quem está na rua”, disse.
Fernanda Gouveia, de 42 anos, que vive atualmente na Casa da Amizade, estava emocionada por ajudar os moradores de rua. “Já passei por isso. Era alcoólatra, usava drogas e vivia nas ruas. No Inverno, o que já é ruim fica ainda pior”, afirmou. Ela hoje trabalha como faxineira e faz bordados.
“Viver na rua é triste demais. Enfrentei essa situação quando meus pais morreram. Depois, na casa, encontrei uma família, novos irmãos. É muito bom poder ajudar quem está nessa situação”, disse o travesti que se identificou apenas como Maria, de 42 anos. Paulo Rogério, de 29 anos, também enfrentou a vida nas ruas devido à dependência de drogas. “Perdi emprego, família, tudo. Mas queria sair das ruas. Já tive uma vida antes e queria recuperar. Aí procurei o albergue e depois fui encaminhado para a Casa da Amizade, onde estou há dois meses e meio”, contou.
Iniciativa
A idéia da ação Amizade no Inverno partiu do presidente da instituição, Cassemiro Lopes Moreira, o Miro, ele próprio ex-morador de rua que conseguiu dar a volta por cima. Em sua sétima edição, a ação solidária é desenvolvida em parceria com os restaurantes Barbacoa e Giovannetti Parque D. Pedro, com apoio do Centro de Referência em DST/Aids de Campinas. “Os restaurantes doam os ingredientes, a cozinheira da casa prepara a sopa e leite quente, e funcionários e moradores se encarregam de distribuir. Os cobertores e agasalhos arrecadamos em campanhas com a comunidade”, explicou o coordenador de Projetos, José Carlos Morais da Silva.
Segundo ele, a ação de ontem, acompanhada pela reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN), atendeu cerca de 160 pessoas. “Levamos 200 copos para distribuição da sopa e sobraram uns 40”, disse Silva. A ação também distribuiu os quase cem cobertores e igual número de agasalhos disponíveis. “Estamos iniciando nova campanha de arrecadação de agasalhos e cobertores e, na semana que vem, repetimos a ação”, adiantou.
Em Campinas, ao menos 1.027 vivem nas ruas
Pesquisa divulgada em abril pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que pelo menos 1.027 pessoas vivem nas ruas em Campinas. O município ocupa a sétima posição no ranking de cidades com maior número de moradores de rua no Brasil, sem considerar São Paulo, Belo Horizonte e Recife, que não entraram no censo. Segundo a coordenadora municipal de Acolhimento e Referenciamento Social (Sares), Cátia Gonçalves da Silva, 80% deles são dependentes químicos, especialmente de álcool. No Inverno, uma equipe do Sares aborda os moradores de rua para encaminhar os que necessitam ou querem aos serviços de apoio e suporte, como abrigos, albergue, serviços de saúde e tratamento para dependência química. A maioria recebe os agasalhos, alimentos e cobertores, mas não quer ir para o albergue, que funciona no Serviço de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante (Samim).
O local tem capacidade para 150 pessoas e recebe para pernoite, além de oferecer refeições (café da manhã, almoço, lanche e jantar). O serviço é transitório, por cinco dias, que podem ser estendidos conforme a situação. A Prefeitura mantém ainda o abrigo municipal, com capacidade para 15 homens e cinco mulheres, e uma casa para idosos, com 12 vagas. Além do poder público, grupos religiosos também acolhem moradores de rua, seja em casas de recuperação para dependência química, ou ofertando roupas, cobertores e alimentos. Em parceria com o poder público, que cedeu o imóvel, cinco grupos religiosos (Nossa Senhora Desatadora dos Nós, Aliança Amor, Centro Espírita Luz e Caminho, Igreja Batista Central e Grupo Felicidade) oferecem sopa de segunda a sexta-feira e almoço aos sábados para moradores de rua numa casa no Viaduto Miguel Vicente Cury. (DM/AAN)
Usuária de drogas recusa ajuda da família
Jovem rompeu com parentes por causa do vício e agora vive embaixo de viaduto com outras pessoas
Margarete Rodrigues dos Santos, de 22 anos, vive nas ruas desde os 18. Primeiro alegou que foi abandonada pela família e, em seguida, assumiu que rompeu com os parentes devido ao uso de drogas. Ela mora atualmente com um grupo embaixo do viaduto da Via Expressa Waldemar Paschoal sobre a Francisco Glicério e nem quer ouvir falar de voltar a viver com a família. “Prefiro ficar na rua. Sou mais feliz assim”, afirmou. Apesar de desconfiada e aparentemente sob efeito de drogas, Margarete foi a única dos moradores de rua do local que se preocupou em agradecer a ajuda do Grupo Amizade. “Graças a Deus vocês vieram. Muito obrigada, Deus abençoe”, disse. “Só sobrou eu para falar isso”, completou.
A técnica em enfermagem da Casa da Amizade, Alezandra Lima, contou que já cuidou de Margarete após um acidente grave, quando fazia estágio no Pronto-Socorro do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. “Ela chegou sob efeito de drogas, com os dois braços e bacia quebrados e com surto de abstinência. Tão agitada que mordia as mãos dos enfermeiros e técnicos”, contou.
Segundo Alezandra, o serviço social do hospital localizou a família, em Londrina, a mãe veio até Campinas e tentou levá-la para casa, mas a jovem se recusou. “Uma irmã que mora aqui, no Jardim Florence, também tentou levá-la, mas não conseguiu.” Alezandra disse que a ação solidária torna-se uma mistura de sentimentos. “É bom ajudar os outros, dá uma sensação de dever cumprido. Mas ver esta menina, por exemplo. Saber que os pais querem resgatá-la e ela não quer, é deprimente”, disse. (DM/AAN)
A FRASE
“Prefiro ficar na rua. Sou mais feliz assim.”
MARGARETE RODRIGUES DOS SANTOS
Moradora de rua
Autor: Delma Medeiros delma@rac.com.br
Fonte: Correio Popular
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